18º G.E Aldrin Barbosa

Escotismo não se explica. Se vive!

 

Óbvio, escotismo é masoquista, um bando de jovens loucos, que gostam de sofrer e passam seus fins de semana no meio do mato, passando frio, calor, cansaço, fome, tomam banho gelado no rio ou na cachoeira ao invés de estarem debaixo do chuveiro quentinho… Dormem em bivaques, e barracas ao invés de estarem em sua cama macia. Comem sabe-se lá o que. Eles próprios fazem sua comida em fogueiras, ou até em um buraco no chão. Os tais “escoteiros” têm que conviver com os animais da natureza e respeitá-los. Afinal, O QUE SE PASSA NA CABEÇA DE UMA PESSOA PARA SER ESCOTEIRO? Este é o movimento mais esdrúxulo já inventado, certo? ERRADO! ¬¬ ‘ Escotismo é MUITO MAIS do que isso, e todas estas adversidades fazem parte da nossa diversão. Porque enquanto estamos no meio do mato, (como dizem), nós aprendemos a conviver com a natureza e viver em harmonia com ela. Aprendemos a amar tudo que Deus nos deu.
Passar frio não é nada… O calor da amizade que há entre os escoteiros é capaz de aquecer qualquer frio, é capaz de curar qualquer dor. Quando uma patrulha está junta e até quando não está, somos todos um só coração. Você vive por seu elemento, e ele vive por você. As barracas ou bivaques desconfortáveis, para nós, são como o maior hotel cinco estrelas já visto, e se pudéssemos, o colocaríamos no livro dos recordes… POR QUÊ? Porque quando você olha tudo aquilo e pensa: “FUI EU QUE CONSTRUÍ!”, passei o dia todo ralando, mas “EU CONSEGUI”. Esse pensamento é mais gratificante do que qualquer outro incômodo que passa por despercebido. O que vale não é o esforço que fazemos, nem o chamado “sacrifício”… O que vale é a amizade que nos une, é o sentimento de proteção e alento. É aquela sensação incrível que você sente sempre que volta de uma jornada ou acampamento…
Você esta quebrado, cheio de dor na perna, coluna etc. Morrendo de fome. Suado, machucado, esfolado e ralado… Mas a sensação de satisfação que te domina torna tudo quase imperceptível. Aquela sensação de gratidão por ter a honra de fazer parte de um movimento tão maravilhoso… Aí você toma seu banho, e vai jantar. Come feito um boi. E enquanto está comendo, começa a rir, pois se lembra do momento que você estava acendendo a fogueira para fazer seu peixe, e queimou a mão na panela. E você ri. Depois você vai deitar, e assim que deita é como se ainda sentisse o cheiro de mato do campo que você acampou… O barulho da cachoeira, ou simplesmente o ruído inconfundivelmente delicioso da natureza se manifestando tão bela… Então você sente seu colchão macio, seu cobertor quente. E começa a lembrar do frio que você passou na noite anterior, como o chão estava duro, principalmente porque você sempre é premiado de dormir ou em cima do buraco ou em cima de uma pedra. Mas lembra também que quando você estava com frio, seu amigo o cobriu com seu cobertor minúsculo que mal dava para se cobrir… Mas ele não ia te deixar passar frio. E quando você comentou que o chão estava duro ele disse: “relaxa, dorme que passa!” E vocês riram, comentaram um pouco do dia que passou e depois dormiram. Então no outro dia você acorda, se apronta pra ir trabalhar ou pra ir ao colégio. E sente uma falta imensa da manhã anterior, onde você saiu da barraca ou do bivaque às 5 da manhã, e ficou com seus amigos aguardando o espetáculo do sol nascendo, em volta da fogueira que vocês acenderam pra esquentar o frio, ou apenas observando os últimos suspiros das labaredas do fogo de conselho. E sua vida vai continuar passando, você vai seguir sua rotina, mas sempre reza pra chegar logo o sábado ou o domingo pra você ir pra sua atividade escoteira, e encontrar seus irmãos escoteiros. E você vai percebendo o quanto isso é gratificante, o quanto isso te torna mais forte, menos vulnerável. O escotismo, para muitos, pode parecer uma loucura, mas para nós, que estamos aqui dentro, vivendo cada momento, cada lágrima e cada alegria, isso pode ser resumido à VIDA. Sim! A vida que renasce dentro de cada um a cada atividade. Nem milhões de palavras efêmeras conseguiriam sozinhas, definir o que você sente quando toca a canção da despedida. Nem todos os tambores do mundo poderiam reproduzir as batidas do seu coração quando faz a sua promessa, ou quando está no fogo de conselho refletindo o legado que B.P nos deixou.
Ser escoteiro é muito mais que usar o uniforme dito por todos “ridículo”; Ser escoteiro é muito mais que ajudar velhinhas a atravessar na rua e vender biscoitos de porta em porta; Ser escoteiro é renascer a cada dia através de um novo aprendizado. Ser escoteiro não tem explicação. Só estando aqui dentro, para saber o que nós vivemos o que nós sentimos. É esperar o inesperado, e saber lidar com isso. Ser escoteiro é força, é garra, é raça. Escotismo não se explica se vive. Acima do frio, acima da fome, acima da sede, existe um laço chamado AMIZADE, e isso vale mais do que qualquer outra coisa. É, meu amigo, seremos escoteiros. ATÉ O FIM!


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2 Respostas

  1. Bruno Guedes

    Pessoal, de quem autoria desse texto!? Mt bom!

    21 de junho de 2012 às 17:33

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